quinta-feira, 25 de abril de 2013

Resenha de Biologia (Genética)



Genética Da Pelagem Dos Coelhos:
Prof. Hélio Apostolo





                    O artigo a seguir foi organizado pelo Prof. Hélio Apóstolo, professor de biologia na unidade Madureira III do Sistema Elite de Ensino, no Rio de Janeiro. Tal sistema de ensino que atua hoje em dia em 6 estados brasileiros com 17 unidades próprias distribuídas no Rio De Janeiro, Pára, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande Do Sul e Paraná.

                    O professor aborda um tema bem comentado no mundo da biologia: a polialelia. A polialelia não é nada mais e nada menos do que uma variação de genes num mesmo par de alelos, ou seja, são chamados alelos múltiplos; Hélio explica que isso significa dizer que nós não possuímos mais de um par para uma determinada característica, entretanto há uma variação num mesmo par de alelos. O professor continua argumentando e esclarecendo resumidamente que isso ocorre quando em um par de genes alelos existem mais de um tipo de gene para esse par. Há então entre ‘aspas’ a interação de um gene no mesmo par de alelos.

                   A proeminência do assunto tratado pelo biólogo nos remete, inclusive, diretamente a um dos inúmeros fragmentos do mundo biológico: a genética (matéria dada no 3º ano do ensino médio que cursamos atualmente). 

                  Durante seu comentário ele chama a atenção para a importância do estudo de exemplos que nós ‘convivemos’ no dia-a-dia ou na prática em relação aos alelos múltiplos, tais como a pelagem dos coelhos e o sistema sanguíneo, exemplos clássicos; porém iremos considerar mais especificamente a pelagem dos coelhos.

                   Hélio inicia o estudo citando que nos coelhos há quatro tipos de colorações, ou seja, pelagens que são: Selvagem ou Aguti (pele castanho-acinzentada), Chinchila (cinzento-prateado), Himalaia (pelagem branca com extremidades pretas) e Albina (pelagem branca); tais colorações podem ser atribuídas aos genes “C, c¹², c² e c” respectivamente. Como já acrescentado, o professor afirma que essa variação de genes ocorrida no próprio par de alelos, consequentemente gera quatro combinações de coloração as pelagens dos coelhos; onde por sua vez, ocorrem variações fenotípicas em cima das variações genotípicas ilustrado a seguir:
 

Variando o gene, varia a apresentação desse gene.



                                  Prosseguindo, ele mostra também a relação que há entre esses genes, na qual a biologia chama de “Relação de Dominância”, que pode ser exemplificado onde o gene Selvagem (ou Aguti) domina o gene Chinchila o gene Himalaia e o gene Albino (C>c¹²>c²>c); já o gene Chinchila (mesmo sendo recessivo ao Aguti) exerce uma dominância tanto no Himalaia quanto no Albino (c¹²>c²>c); e o gene Himalaia, somente no Albino (c²>c), deixando claro a entender que o Albino (c) é recessivo aos demais genes citados. Consequentemente as combinações de tais genes, vão gerar os quatros fenótipos do pelo do coelho. Para detalhar mais sua explicação autor usa um quadro de demonstração genético separados por FENÓTIPOS E GENÓTIPOS:


Legenda: C=C; c^ch=c¹²; c^h=c²; c^a=c




                      Tomemos a seguinte genealogia: um macho Chinchila, filho de fêmea albina, é cruzado com uma fêmea selvagem, e um dos descendentes é Himalaia. Qual é a probabilidade de que esse macho, novamente cruzado com essa mesma fêmea, venha a ter filhotes Chinchila?



Fêmea albina (cc) X ? ;  

Macho chinchila (c¹² c) X fêmea selvagem (C c²);  

Filhote Himalaia (c² c).



                  O macho Chinchila recebeu, de sua mãe, um gene c, com certeza, pois ela era albina. Seu genótipo é c¹² c. Cruzado com uma fêmea selvagem, esse macho gerou um descendente Himalaia. Como ele não possui o gene , ele foi transmitido pela fêmea, para esse filhote.
                  Na descendência desse cruzamento, os possíveis genótipos são:


Legenda: C=C; c^ch=c¹²; c^h=c²; c=c

Dessa descendência, são chinchila apenas os animais de genótipo c¹² c², e a probabilidade de nascimento de filhotes com esse genótipo é de 1/4 ou 25%.


Como já aprendemos em uma série com n alelos múltiplos, a quantidade de genótipos diferentes é determinada por:






                     Desde a introdução do assunto até seu fim, é digna de nota a objetividade de como foi encarado o tema. Conclui-se então que não foi apenas prático como também muito intenso em seus esclarecimentos e ilustrações em geral. Tratando-se num contexto externo, onde visa atingir de um modo mais comum e bem mais planeado “matematicamente”, acredito que o professor tenha atingido esse alvo. Nota-se que no artigo que Hélio discute com seus internautas, seu objetivo maior parece ser chamar atenção a este assunto escassamente explanado e tão ímpar, o que o torna a parecer complexo; o que dá a entender que se torna um contexto um tanto quanto interno, de entendimento e julgamento exclusivo do leitor. O artigo também, por ser bem objetivo não abrange outros assuntos a não ser a da Genética das Pelagens Dos Coelhos, e a questão dos Grupos Sanguíneos.

Referências:
Bibliografia:
 

 


  Daniel Silva, Assovio A Jato.



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