sábado, 23 de março de 2013

Resenha de física

Formação dos raios e o excesso dos mesmos no Brasil

    De acordo com o artigo "A física dos raios", por Prof. Cláudio, encontrado no site Quartzo de Plasma, os raios são criados por nuvens cumulonimbus que tem uma extensão vertical, diferente das outras, e são essa que causam trovões, chuvas fortes, trovões, granizos, etc. Essas nuvens são formadas quando ar quente e o ar úmido se elevam em um ambiente estável e então surge a trovoada.
Cumulonimbus
    A teoria usada para explicar a formação dos raios, e que é um consenso entre os cientistas, é a que diz que a eletrização surge a partir das partículas de gelo, água e granizo que existe nas nuvens. O granizo sendo mais pesado do que o ar, e ao colidir com outras partículas, fica carregado negativamente, e os cristais de gelo ficam carregados positivamente. Devido a esse fato, as nuvens das tempestades ficam carregadas negativamente em baixo e positivamente em cima.
    Quando a nuvem fica muito carregada com essas cargas positivas e negativas, o ar – que funciona como um isolante elétrico – não consegue mais isolar essa nuvem e passa a ser um condutor. Ocorrem faíscas por causa das recombinações de elétrons e íons. O relâmpago surge quando há um grande acúmulo de carga entre a nuvem e o chão. Essa nuvem produz um campo elétrico e depois o ar só faz sua parte como condutor elétrico.
    É possível perceber que o autor do artigo se baseia nas teorias propostas pelo cientista Benjamin Franklin no século XVIII.
    Segundo o artigo “Brasil: o país dos 100 milhões de raios", por Antonio Carlos Fon e Maria Inês Zanchetta, do site da revista Super Interessante, dos 3,12 bilhões de raios que caem em todo o mundo durante um ano, 100 milhões caem aqui em nosso país. Esses números foram divulgados através de uma pesquisa feita em São José dos Campos, São Paulo, por uma equipe de cientistas do grupo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
    Nesse artigo é dito que essa pesquisa, que está sendo feita desde 1989, consta em usar enormes balões, do tamanho de um prédio de 20 andares, para medir a carga elétrica dos relâmpagos que atingem a região Sudeste do País, com a ajuda de sensores elétricos, sensores de raio X, câmeras fotográficas e câmera de vídeo. Para, assim, registrar tudo a 30km. Com essa pesquisa foi descoberto que os raios brasileiros, em sua maioria, têm carga positiva, o que não é muito comum, já que 90 por cento dos raios têm carga negativa.
    O grande problema é que essa carga positiva é muito mais destrutiva do que as cargas negativas. Uma diferença entre os raios positivos e negativos é que os positivos possuem uma corrente elétrica contínua, persistindo até o relâmpago acabar, diferente do negativo que dura, em geral, metade do tempo. Essa característica das cargas positivas é o que as deixa mais perigosa, pois assim a permite causar incêndios em florestas, coisa que os de carga negativa não faz. Outra diferença, é que o raio negativo carrega uma corrente de 100 ampéres e o positivo carrega o dobro: 200 ampéres.
    A explicação que os pesquisadores encontraram para essa grande quantidade de raios com cargas positivas na região Sudeste é o fato das enormes concentrações de nuvens que vêm da Antártica em direção ao Brasil, que se encontram com o ar quente das regiões Sul e Sudeste e cria aglomerados de cumulonimbos. Esses cumulonimbos se entortam para o lado, formndo uma cauda com cargas positivas. Isso explicaria a grande quantidade de raios desse tipo, nessas regiões.
    Ambos os artigos possuem uma linguagem de fácil entendimento, visando alcançar às várias classes intelectuais.
Referências: 
Site da revista Super Interessante (http://super.abril.com.br/cotidiano/brasil-pais-100-milhoes-raios-441018.shtml - acessado em 20 de março de 2013 as 23h30min)
Site Quartzo de Plasma (http://quartzodeplasma.wordpress.com/2012/03/18/a-fisica-dos-raios/ - acessado em 22 de março de 2013 as 11h45)

Impulsos elétricos na natureza



Foi publicado na última quinta-feira (21) na edição online da revista “Science”, um novo estudo realizado na Universidade de Bristol, Inglaterra. O estudo aponta que abelhas e flores se comunicam por sinais elétricos. As cores vivas e os odores das plantas já serviam para atrair os insetos, porém esses sinais descobertos são uma maneira mais profunda de comunicação.
As flores geralmente tem cargas negativas com fracos campos elétricos. Já as abelhas ficam carregadas positivamente enquanto voam – podendo chegar a 200 volts. Ao se encontrarem, uma força elétrica se acumula e consegue transmitir informações para as duas partes. No caso das plantas, o sinal elétrico é utilizado para mostrar como estão as suas reservas de pólen e néctar.

Os pesquisadores ainda não concluíram totalmente o estudo, mas acham que a força eletrostática pode fazer os pelos das abelhas se eriçarem, como acontece com os cabelos e pelos de uma pessoa que se aproxima de uma tela de tevê antiga.
O método usado foi investigar os sinais, colocando eletrodos em caules de Petúnias. Com isso, descobriram que quando uma abelha pousa em uma flor, o potencial elétrico se altera e permanece alterado por vários minutos, o que possibilita os polinizadores saberem se a flor foi recentemente visitada por outra abelha.
Por fim, pode-se dizer que mesmo com o estudo não finalizado, já é um grande avanço para a natureza e para a física descobrir que flores emitem impulsos elétricos aos insetos polinizadores, transmitindo informações importantes de status. Esse é só mais um dos exemplos do amplo universo da física, contribuindo cada vez mais com novas descobertas. 
REFERÊNCIAS:
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/flores-usam-eletricidade-para-se-comunicar-com-abelhas/ 
http://viajeaqui.abril.com.br/materias/flores-usam-eletricidade-para-se-comunicar-com-abelhas-noticias
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/02/abelhas-e-flores-se-comunicam-por-sinais-eletricos-aponta-estudo.html

Galáxias: “Universos-Ilhas” de Kant

                                                                          Ulisses Capozzoli
                                            Scientific American Brasil – Editor Chefe

   O artigo escrito por Ulisses Capozzoli relata que em algumas noites escuras de inverno, quando as nuvens são mais raras, a observação feita de um lugar afastado de iluminação urbana, é possível identificar estrelas de magnitude 5 a olho nu. Ao longo de todo o ano, e considerando o movimento gravitacional da Terra em torno do Sol, é possível contar por volta de 6 mil estrelas visíveis a olho nu. Pode parecer um número significativo, mas o corpo da Galáxia, ou seja, a Via Láctea, reúne pelo menos 200 bilhões de estrelas.
   No decorrer do artigo, Capozzoli pergunta várias vezes: “Mas o que é Via Láctea e o que são as galáxias como um todo?”
      Segundo ele as respostas só foram obtidas mais recentemente, por mais que, em 1755, o filósofo alemão Emmanuel Kant (1724-1804) tenha tido uma concepção sobre essas estruturas. Kant propôs que não apenas o Sistema Solar se formou de uma grande nuvem de gás, como antecipou que a Via Láctea é composta por um grande número de estrelas que batizou de “universo - ilha”.
   Mesmo que Kant tenha apresentado o seu conceito de “universo - ilha” em meados do século XVIII, estas só foram aceitas como realidade, muito tempo depois. Uma das dificuldades era a capacidade limitada dos telescópios disponíveis na época. Mesmo assim, quando mais tarde as “nebulosas” começaram a ser observadas, a situação continuou sem um total esclarecimento. Afinal, segundo Capozzoli, o que é uma nebulosa?
   Em 1936 o astrônomo Edwin P. Hubble (1889 – 1953) publicou um dos clássicos da história da cosmologia: The realm of the nebulae (O reino das nebulosas), onde demonstrava que o Universo exibia um enorme número de galáxias, algumas delas parecidas com a nossa, Via Láctea, e outras muito diferentes. Nessa época as “nebulosas” foram muito confundidas com as galáxias.
   Capozzoli relata ainda, que não apenas pelo atual desenvolvimento teórico, mas também pelas evidências observacionais, as galáxias e as nebulosas são objetos, ou, como dizem os astrônomos, “animais do zoológico cósmico”, completamente distintos. Nebulosas, na interpretação atual, são grandes nuvens de matéria interestrelar, especialmente gases e poeiras, de aspectos e composições variadas.
      Hubble também estabeleceu quatro tipos básicos de galáxias conhecidas ainda hoje: as galáxias elípticas, as lenticulares, as espirais e as irregulares. O pressuposto na base dessa classificação é que essas formas representariam estágios da evolução da vida galáctica. As espirais podem ser tanto barradas quanto não barradas. A Via Láctea, na década passada, foi reclassificada para espiral barrada, em contraponto à interpretação anterior de que seria uma não barrada.
   Capazzoli conclui o seu artigo considerando que quando Kant, um filósofo que nunca havia saido de sua cidade natal, concebeu as galáxias como “universos - ilhas”, certamente estava convicto da sua proposição. Mas talvez nunca tenha se aventurado a considerar as diversidades, as formas e características que elas exibiam no vasto e expansivo salão do Universo.

Fonte: Scientific American Brasil, Ano I – nº 5, 2010

Encontrada a Partícula de Deus


 Construído em Genebra, na Suíça, o LHC (Grande Colisor de Hádrons) foi criado para tentar reproduzir o que ocorreu após a explosão do Big Bang (Origem do universo).
 Durante 45 anos o cientista  Leon Lederman, físico estadunidense e ganhador do Prêmio Nobel, procurou por uma partícula que faltava no chamado Modelo Padrão, que descreve tudo sobre as partículas que conhecemos no Universo, mas não teve muito sucesso em suas pesquisas. Escreveu o livro chamado "A partícula de Deus", publicado em 1993, que seria a explicação para a materialidade. Lederman falava sobre  o bóson de Higgs, uma partícula que daria sentido a física moderna. Porém ninguém provava a sua existência, até julho do ano passado.
  A partícula tão procurada por Lederman foi encontrada no ano de 2012 pelos cientistas do laboratório de Cern, através do LHC. Ela foi batizada de Bóson de Higgs, em homenagem ao cientista Peter Higgs, que propôs sua existência no ano de 1964.
  Atualmente na física existe uma tabela onde são listadas todas as partículas existentes: são seis tipos de quark (os tijolos dos prótons e nêutrons, que compõem primeiramente tudo o que você enxerga). Tem também seis “léptons” (elétrons, neutrinos e mais quatro primos próximos deles). Para acabar, existem 4 partículas “fantasmas”, geralmente sem peso nenhum, feitas apenas de energia pura. Elas são os “bósons” – os tijolos das forças da natureza. A mais curiosa é a bóson de Higgs.
 Ao analisar os estilhaços de uma colisão entre prótons no LHC, apareceu algo de diferente em meio aos glúons e quarks de sempre. Era uma partícula nova, mas com a mesma massa que o físico Peter Higgs havia previsto para o seu bóson. Ainda falta examinar outras características do achado para ter 100% de certeza de que ele é mesmo o Higgs.
  Na física moderna, as entidades essenciais são os campos e as partículas são excitações desses campos. O campo de Higgs estaria em toda parte, seria como se Deus tivesse dado a luz e o bóson a materialidade a todas as outras partículas, por isso o apelido de Partícula de Deus.
 Além dessa, há também muitas outras partículas responsáveis pela matéria escura do universo mas que ninguém ainda faz ideia, como por exemplo a energia escura responsável pela expansão do Cosmos e a gravidade, que todos falam, porém não sabem dizer como é feita. A descoberta da partícula de Deus não foi nem o começo, mas foi um grande passo para uma grande descoberta.



Referências: 
1 - LHC -Large Hadron Collider - Info Escola (http://www.infoescola.com/fisica/lhc-large-hadron-collider/ - acessado em 23 de março de 2013 às 17h41min)
2 - Encontrado o bóson de Higgs - artigo de Marcelo Gleiser (http://disciplinas.stoa.usp.br/pluginfile.php/34362/mod_resource/content/2/Encontrado%20o%20b%C3%B3son%20de%20Higgs.pdf - acessado em 23 de março de 2013 às 17h44min)
3- O que é bóson? E quem é Higgs? - Inovação tecnológica (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=o-que-e-boson-higgs&id=020130120705 - acessado em 23 de março de 2013 às 17h46min)
4- O bóson de Higgs não deu nem pro começo - Revista Super Interessante (http://super.abril.com.br/universo/boson-higgs-nao-deu-nem-pro-comeco-697828.shtml - acessado em 23 de março de 2013 às 17h50min)
5 - Partícula descoberta no LHC é "um" bóson de Higgs - Inovação Tecnológica (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=particula-descoberta-lhc-boson-higgs&id=010130130315 - acessado em 23 de março de 2013 às 18h10min)


RESENHA



Refração da luz: Como as miragens funcionam?



                             O artigo a seguir foi organizado por Maria Ramos colunista do site http://www.invivo.fiocruz.br, da Fundação Oswaldo Cruz que visa ser uma instituição pública e estratégica de saúde, reconhecida não somente pela sociedade brasileira como também a de outros países por sua capacidade de colocar a ciência, a tecnologia, a inovação, a educação e a produção tecnológica de serviços e insumos estratégicos para a promoção da saúde da população, a redução das desigualdades e iniquidades sociais, a consolidação e o fortalecimento do SUS, a elaboração e o aperfeiçoamento de políticas públicas de saúde.
                               Maria aborda um tema não muito comentado, pelo menos não agora com os avanços da ciência e tecnologia, mas que há tempos atrás não era encarado com tanta ‘simplicidade’: as miragens. Ela, por sua vez, encara com muita naturalidade o assunto. No seu artigo podemos notar o grande número de ilustrações usadas tais como a do “Oásis”, ou melhor, como ela mesma faz questão de citar a de que “seria um oásis, se não fosse apenas uma miragem.” Notamos que a desenvolvedora do tema aponta um tópico curioso e interessante para chamar atenção do leitor, assim como fez comigo.
                               A proeminência do assunto aqui abordado nos remete ao 2º ano do ensino médio, onde aprendemos como matéria, a respeito da Refração da luz, um tanto quanto essencial para entender o assunto consultado e preparado pela colunista; fazendo assim por sua parte um entendimento sintetizado da questão tratada.
                              Não pude notar se a autora do tal artigo tem como base conhecimentos científicos a respeito do assunto, porém pude observar que usou como base de consultoria o físico e gerente do Parque da Ciência/Museu da Vida Paulo Henrique Colonese; e também fontes de informações como por exemplo um renomado físico norte-americano – o  ex-boxeador Paul G. Hewitt, prospector de urânio e ainda sim, cartunista. Em 1987, Hewitt começou a escrever uma versão de ensino médio da física conceitual (Conceptual Physics), que foi publicado pela Addison-Wesley. Hewitt deu aulas em seu retorno à faculdade da cidade de San Francisco, que foram gravadas e distribuídas em um conjunto de 12 palestras.
                              Por ser um tema que ao ler e se aprofundar se torna cada vez mais interessante, Maria usa como fonte de pesquisa, além do seu conhecimento (aparentemente parco), sites de importância científica e muito utilizados por profissionais do ramo, como também curiosos interessados no contexto.

                             A autora escreve: “Bom, mas para entender porque o desvio da luz forma as miragens, é preciso que você entenda, antes de tudo, como é a nossa visão. Nós só podemos ver porque os objetos refletem ou emitem luz. É justamente essa luz, que chega aos nossos olhos, que é enviada por meio de sinais elétricos ao cérebro. Interpretando os sinais, o cérebro dá forma aos objetos e assim nós enxergamos as coisas.
O problema (se é que podemos considerar isso um problema) é que o nosso cérebro entende que os raios de luz se propagam sempre em linha reta. Isso até seria verdade, se os raios nunca sofressem nenhum desvio pelo caminho. O desvio da luz pode ocorrer quando os raios atravessam meios com diferentes densidades, como da água para o ar, ou ainda de um ar mais frio para um ar mais quente, ou passam através de lentes.
Você pode observar facilmente o fenômeno da refração colocando um lápis dentro de um copo com água. Deixando-o parcialmente mergulhado, você vai notar que o lápis parece que está quebrado, o que obviamente não é verdade. Um outro caso de refração é de um pescador que avista um peixe no mar e o vê mais próximo da superfície do que ele está. Nesses dois exemplos, nós vemos os objetos em posição diferente da que eles realmente se encontram. Isso ocorre porque não vemos a luz dobrar-se; vemos apenas os efeitos dessa dobra.
Mas agora voltemos às miragens! Você já reparou que na praia, em dias muito ensolarados, você vê as coisas que estão a uma certa distância meio “trêmulas”? O fenômeno físico que leva essas imagens parecerem trêmulas é o mesmo que leva à formação das miragens no deserto ou nas estradas. 
Devido ao calor intenso, forma-se uma camada de ar quente junto ao solo. E esse ar é menos denso do que o ar da camada situada imediatamente acima, mais frio. Como os raios de luz se propagam mais rápido no ar quente, eles encurvam-se para cima. Mas, como o nosso cérebro interpreta que a luz percorreu um caminho retilíneo, o que nós vemos é a imagem do objeto, que pode ser uma palmeira, por exemplo, invertida, como se estivesse refletida em poças de água sobre a estrada, ou um lago no deserto. A água é ilusória, mas a palmeira e sua imagem são reais. Esse tipo de miragem é chamado de miragem inferior.”

                        No artigo conclui-se então, com bases físicas, ou seja, com estudos e pesquisas relacionados à Refração da luz, que as miragens não são nada mais e nada menos do que um fenômeno chamado por estudiosos da física de refração – que nada mais é do que o desvio dos raios de luz. No decorrer do enredo do assunto, a autora nos chama atenção à outra parte da física para entendermos o tema. Diretamente relacionado ao tópico, tratamos agora da nossa visão e em como o nosso cérebro reage aos raios de luz; exemplificado no artigo a autora cita que o nosso cérebro entende que os raios de luz sempre se deslocarão em linha reta, o que está errado devidos os raios atravessarem a diversos meios, como da água para o ar frio ou quente, ou até mesmo lentes, o que em minha opinião, foi muito incisivo para o bom entendimento do que está sendo abordado pela autora. Foi bem feliz em detalhar os pontos importantes das matérias utilizadas para se entender mais sobre o assunto.
                             No decorrer da obra, gostei de ter registrado a objetividade de como foi encarado o assunto. Não só objetivo como também muito claro em suas explicações e ilustrações em geral. Tratando-se num contexto externo, onde visa atingir de um modo mais geral e bem mais detalhado matematicamente, acredito que a autora não tenha atingido esse alvo, como acredito também que essa não era a finalidade do texto. Nota-se que no artigo que Maria discute com seus interlocutores, seu objetivo maior parece ser chamar atenção a este assunto pouco comentado e tão ímpar, o que o torna complexo de certa forma; o que dá a entender que se torna um contexto um tanto quanto interno, de entendimento e julgamento exclusivo do leitor. O artigo também, por ser bem objetivo não abrange outros assuntos a não ser a da Refração da luz, e a sua influência ao vermos miragens.
                        Nesse texto, observamos o quanto a física nem sempre é exata e sim meticulosa. Ao salientar diversos pontos que podemos analisar com cuidado na física a autora apela a grandeza encontrada em coisas aparentemente “pequenas” para serem discutidas, o que me chamou mais a atenção!
                               Não se apoiando exclusivamente em bases sistematizadas nem lógicas, a autora escreve com tamanho equilíbrio entre as partes, tornando seu texto fácil de entender, tanto os leigos da física como estudiosos do assunto; creio que assim atinge seu interlocutor alvo – curiosos.
                      Consequentemente podemos nos perguntar no que nos acrescenta questão intitulada. Acredito que conhecimento nunca é demais. Se a maioria das pessoas se interessassem por assuntos assim, com certeza o conceito de conhecimento cultural em nosso país seria muito superior ao de muitos outros grandes países desenvolvidos.

Bibliografia:


Daniel Silva, Assovio A Jato.

            

sexta-feira, 22 de março de 2013

Longo século XIX e suas eras - Parte I (por Carolina Woods)


De 1789 - Revolução Francesa (política) + Revolução Industrial (economia) até 1914 - 1ª G.M.;

                           Nasce a sociedade capitalista:

o   Política liberal
o   Poder burguês
   o   Economia industrial
(Parte de princípios Iluministas - Liberdade, Igualdade e Fraternidade.)

                 X
        Sociedade antiga:
  o   Política absolutista
          o   Poder do clero/nobreza
  o   Economia agrícola


Era das Revoluções (1789 – 1848):


Após a Rev. Francesa, Napoleão Bonaparte domina e derruba vários reinos, com o objetivo de propagar o Iluminismo através da força e da repressão. Até que a Rússia, Prússia e Áustria se unem contra a França e derrotam Napoleão. (1799 – 1814).
Quando esse período revolucionário finalmente termina, o Congresso de Viena surge em um período de contrarrevolução que quer restaurar os reinos e territórios antigos através de 2 princípios: legitimidade (família, sangue) e equilíbrio do poder. Mas as ideias iluministas já estavam espalhadas pela Europa, então as tentativas de restauração duraram pouco, e a Burguesia passa a lutar pelo poder político do Estado.
A burguesia usa de 3 artifícios para alcançar esse poder, que são:
o   Unidade de classes contra o antigo regime (todas as classes contra o Rei e a favor do Liberalismo);
o   Disseminação do Universalismo (convencer todas as classes de ficarem do lado da burguesia, fazendo que elas acreditem que todas as classes são iguais, mascarando assim a desigualdade para que a burguesia possa dominar, afinal, a massa é inferior e incapaz de governar, ela precisa ser guiada);
o   Estado (é o instrumento que a burguesia utiliza para alcançar seus interesses: dominando através de leis, organizando a sociedade do modo que bem deseja).
Tentativa de restauração:
Luís se alia à alta burguesia, para tê-la do seu lado e manter o controle da situação, podendo assim voltar ao absolutismo vagarosamente. Carlos X era conservador e beneficia os nobres com a isenção de impostos e devolvendo terras perdidas anteriormente. A burguesia se opõe a ele e passa a ocupar o Parlamento (maior símbolo da Rev. Francesa), então o Rei o fecha e cria uma censura, o que causa ainda mais oposição por parte dos burgueses, que em 27/06/1830 fazem a 1º Onda Liberal (Jornadas Gloriosas) para derrubar o rei.
A alta burguesia só consegue derrubar o rei pois conta com o apoio das outras burguesias (média e baixa) e do proletariado.  Então, os altos-burgueses se aproveitam da queda do absolutismo e criam uma Monarquia Constitucional (Monarquia do Rei Burguês Luís Felipe de Orleans), onde o voto era censitário para que os pobres não pudessem votar. Quando a alta burguesia consegue o controle do Estado, ela não precisa mais de revoluções.
A média burguesia percebe que foi manipulada pela alta burguesia (assim como a baixa burguesia o proletariado), pois a alta burguesia os convenceu de que quando rei fosse derrubado, as coisas melhorariam para todas as classes, mas não foi o que aconteceu, já que a alta burguesia toma o poder e o usa para benefício próprio, sem se importar com as outras classes.



           Alta burguesia:
o   Banqueiros
o   Querem juros altos (através de empréstimos).
                    X
Média Burguesia:
o   Industriais
o   Querem investimento nas indústrias e ferrovias.



A Média Burguesia passa então a se opor e criticar a política da época, um dos métodos era o jornal National, que logo foi censurado/proibido pelo Rei. Eles criaram então a Política dos Banquetes, que eram “pic-nics” para discutir política (que também foi proibido). Mesmo assim, em 24/02/1848 (2ª Onda Liberal) a média burguesia organizou o “Grande Banquetão”, que abrangeu diversas regiões da França.

A obra "A Liberdade Guiando o Povo" representa  com clareza a burguesia,
                 sempre armada e revolucionária, e a massa, inferior e que precisa ser guiada.
 Nesse Banquetão, havia uma luta pelo voto universal, pela liberdade de imprensa e oportunidades de trabalho. Mas o que a alta burguesia não sabia era que, junto da média burguesia, estavam o proletariado e parte da Guarda Civil, que foi convencida através de argumentos ideológicos baseados na liberdade e na ordem da pátria. Com isso, o Rei foge e a República é implantada. A República da época contava com 3 possíveis ideias: a República Elitista (atendia os interesses da elite e só ela era capaz de governar, pois a massa é inculta, a República Democrática (formulada pelos intelectuais da época) e a República Social (daria origem ao futuro Socialismo).       

Mas mesmo com a implantação da República, a desigualdade continua e apenas os interesses dos que estão no poder é que são atendidos. Até que em 1848, o proletariado percebe que foi e está sendo manipulado, eles adquirem uma consciência de classe no momento em que percebem que seus interesses são distintos dos da burguesia e que deve haver uma separação. A ideia de separação passa germinar em diversas regiões, que se juntam para lutar pelos seus direitos. Essa propagação de ideias ficou conhecida como Primavera dos Povos.
Apesar do esforço, a burguesia vence e se torna a classe dominante politicamente e economicamente, dando início a:

Era do Capital (1848 – 1870)


É feito o processo efetivo de industrialização da França, e consequentemente, o Capitalismo se desenvolve amplamente. Uma 2ª Revolução Industrial é feita, quando:
o   O aço passa a ser produzido como uma liga metálica flexível;
o   Descoberta do petróleo, substituindo o carvão por possuir um potencial maior;
o   Descoberta da eletricidade.
Com essa 2ª R.I., ocorrem dois tipos de crescimentos: o horizontal (industrializar países e setores que ainda não são industrializados) e o vertical (agrega-se tecnologia a setores já industrializados).
Consequências:
o   Crescimento/ concentração/ monopólio do Capital.
Charge que satiriza a prática do Fordismo
 - Fordismo (cada pessoa se especializa em uma coisa, para que haja uma repartição dentro da linha de produção)
o   Crise de superprodução (dialética do capitalismo – produz-se tanto que a quantidade de pessoas para consumir se torna insuficiente). Foi necessário expandir os territórios capitalistas.

Doutrinas que justificam a ordem mundial capitalista:

o   Liberalismo
Adam Smith:
- Estado mínimo, não deve interferir na economia;                                         
-  Defesa da propriedade privada;                                                                                    
- Lei da livre concorrência, lei natural da oferta e procura;                             
- Individualismo econômico;
- Trabalho visto a partir das leis do mercado (contrato, jornada, salário.
  
David Ricardo
- Especialização da produção;                                                  
- Custo da mercadoria = tempo p/ ser produzida;
- Capital = reserva de trabalho já realizado;                                 
- Reforma agrária, importação e exportação,                              
vantagem comparativa ( o país que importa mão
de obra, exporta tecnologia e vice-versa);
- Salário suficiente para a subsistência.
  
o   Malthusianismo
Malthus desenvolveu uma teoria demográfica que se apoiava em 2 postulados:
1)      Crescimento populacional em PG (teoricamente, a população mundial duplicaria a cada 25 anos);
2)      Produção alimentícia em PA (o limite de produção existe devido ao território que não pode se expandir mais).
Com essa teoria, Malthus percebe que existe a fome no mundo, e cria algumas propostas para solucionar esse problema: diminuir o crescimento populacional, proibindo as pessoas que não tem terra para cultivar alimentos de ter filhos ou esterilizando as mulheres pobres, já que a culpa é dos pobres se eles não têm dinheiro para alimentar seus filhos.
A teoria de Malthus é falha em diversos pontos:
- A tecnologia se desenvolveu e os métodos anticoncepcionais foram criados;
- A produção de alimentos superou o crescimento populacional;
- O real problema da fome é a desigualdade e a má distribuição de renda.

 Teorias que criticam a ordem mundial capitalista:

o   Marxismo
Marx desconfia que a origem da desigualdade social vem da existência da propriedade privada dos meios de produção (= tudo que gera riqueza). Se toda a riqueza fosse distribuída igualmente, todos seriam ricos, porém a riqueza está concentrada nas mãos de poucos.
Ele cria o Materialismo Histórico Dialético, que é uma contradição entre algo que pode ser uma coisa e o seu oposto (a burguesia, antes revolucionária, quando alcança o poder se torna contrarrevolucionária; o monopólio do capital cresce tanto que gera uma crise de superprodução;). 
O conflito permanente do antagonismo é o que acaba levando à evolução: a derrota do proletariado na Primavera dos Povos, foi na verdade a maior da vitórias, pois a massa adquire uma consciência de classe onde seus interesses são distintos dos da burguesia, fazendo com que eles passassem a lutar pelos seus direitos e interesses, sem ficar nas “sombras” da burguesia. A história da humanidade é até hoje uma luta entre classes que faz com que haja evolução da humanidade.

Dialética:

Tese + antítese = síntese

Tese: Situação inicial      Antítese: Oposição       Síntese: Resultado do conflito entre tese e antítese
(nobreza)                       (burguesia)                  (proletariado)

As idéias dominantes de uma época sempre foram as idéias da classe dominante.
Karl Marx
Continuação após as próximas aulas de História Sociológica.

No coração de um buraco negro



     Por muitos anos as pessoas passam observando os céus, os astros, criando suas próprias teorias e deixando a imaginação tomar conta de si. Com as tecnologias e os avanços científicos, grande físicos pensadores dedicam suas vidas para crias e comprovar teorias.

     Albert Einstein, um dos mais consagrados cientistas do mundo criou a teoria da relatividade geral, onde diz que a gravidade é resultado da curvatura do espaço em torno de um objeto com massa, quanto maior a massa do objeto, mais curvo o espaço a sua volta, e quanto mais curvo o espaço, mais difícil é de escapar de sua gravidade.
     Um buraco negro nada mais é do que matéria super maciça e altamente compacta, que de acordo com a teoria proposta por Einstein esses corpos criam uma deformação no tempos espaço e uma gravidade surpreendente, gravidade tal, que nem mesmo a luz pode escapar dela.


    Mas afinal oque acontece com os corpos que são sugados por esses buracos densos ? Até hoje não se sabe oque pode se esperar que aconteça com a matéria que entra em um buraco negro, pois ninguém jamais foi em um deles, mas teorias e especulações dizem ter outros universos como por exemplo o universo paralelo, outras teses afirmam que a matéria e torna parte do buraco negro, alguns leigos pensadores não temem em dizer que além dos buracos negros pode-se encontrar civilizações extraterrestres que podem nos trazer conhecimento. Além de todas essas ideias, Einstein afirmou em suas teses que um buraco negro causa a deformação do tempo-espaço e pode nos levar para tempos futuros ou passados, como portais no tempo, ligando o presente com o futuro ou o passado.

    Ninguém comprovou com certeza absoluta oque tem no coração de um buraco negro, mas oque podemos afirmar é que com certeza algo surpreendente nos espera através desses gigantes maciços negros.






Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saudeciencia/50567-no-coracao-de-um-buraco-negro.shtml

quinta-feira, 21 de março de 2013

Neil deGrasse Tyson - Poesia do universo







“O fato mais surpreendente é saber que os átomos que abrangem a vida na Terra — os átomos que formam o corpo humano — podem ser rastreados aos pontos que cozinharam elementos leves, transformando-os em elementos pesados em seus núcleos sob temperaturas e pressões extremas.

Essas estrelas, as mais pesadas entre elas, tornaram-se instáveis em seus últimos anos. Elas entraram em colapso e então explodiram, espalhando suas enriquecidas entranhas pela galáxia — entranhas compostas de carbono, nitrogênio, oxigênio e todos os ingredientes fundamentais da vida em si.

Tais ingredientes se tornaram parte de nuvens de gás que condensam, entram em colapso, formam a próxima geração de sistemas solares: estrelas com planetas em órbita, e tais planetas agora têm os ingredientes da vida em si.

Então, quando eu olho para o céu à noite, eu sei que, sim, somos partes deste Universo, estamos neste Universo. Mas, talvez mais importante que esses dois fatos, é que o Universo está em nós.

Quando penso nisso, olho para cima — muitas pessoas se sentem pequenas porque elas são pequenas e o Universo é grande, mas eu me sinto grande, pois meus átomos vieram dessas estrelas. Há um nível de conectividade.

Isso é o que você realmente quer na vida: se sentir conectado, relevante, como um participante em acontecimentos e eventos ao seu redor. Isso é precisamente o que somos, simplesmente por estarmos vivos”.

terça-feira, 5 de março de 2013

Gás Cianídrico (HCN) E A Segunda Guerra Mundial.

A ciência usada no holocausto – armas químicas e biológicas.


               1939-1945 – Período da Segunda Guerra Mundial, e claro, um dos mais sangüentos momentos da história da humanidade. Tempos também de um dos eventos mais deploráveis que a história humana vivenciou – o Holocausto. Para quem não sabe o que foi o Holocausto, não foi nada menos e nada mais do que o extermínio de milhares de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, pessoas que faziam parte especialmente de grupos politicamente indesejados pelo regime nazista fundado por Adolf Hitler; entre estes homossexuais, Testemunhas de Jeová, judeus entre diversos outros grupos do gênero.





             Mas além da matança em massa nos famosos “Kapo” (Campo de Concentração), o que mais chama a atenção são os métodos usados para o aniquilamento de milhares de civis. Além de ‘enterrados vivos’ e fuzilamentos o procedimento mais comum eram as câmaras de gás, onde se usava o Zyklon-B ou ácido cianídrico (HCN) uma substância gasosa e incolor que mata imediatamente se inalado numa concentração superior a 300 mg/m³ de ar. Sendo uma arma altamente poderosa e de fácil uso. O cianeto de potássio, quando ingerido, reage com a acidez do estômago e gera gás cianídrico. Por isso, foi utilizado na Segunda Guerra Mundial como uma alternativa de suicídio rápido em situações de “emergência”.





               Baseando-se em informações obtidas da Faculdade de Ciência e Tecnologia - Universidade de Coimbra (Portugal), segue abaixo algumas informações úteis sobre essa substância que casou a morte de milhares de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial:


Propriedades Físicas

O ácido cianídrico, no estado puro, apresenta-se sob a forma de um líquido ou de um gás incolor, muito volátil, exalando um odor característico de amêndoas amargas,  habitualmente detectável a uma concentração de 1 p.p.m.
Muito solúvel na água, utiliza-se geralmente sob a forma de soluções aquosas, sendo miscível com o álcool etílico e o éter sulfúrico.




Propriedades Químicas




             O ácido cianídrico, rigorosamente puro, seria um produto estável; contrariamente as soluções comerciais não estabilizadas, polimerizam dando origem a um depósito castanho-escuro.
A presença da água e de certos produtos de reação alcalina acelera o processo. Este é exotérmico, autocatalítico e pode desenvolver-se com violência (explosão).
             É por isso que, na maioria dos casos, se estabiliza o ácido cianídrico adicionando-lhe 0,05 a 1%, em peso, de ácido fosfórico; podem igualmente utilizar-se os ácidos fórmico ou acético à razão de 1 a 5%.

             O ácido cianídrico incendeia-se no ar, dando anidrido carbônico e azoto. Por oxidação controlada obtém-se ácido ciânico. Algumas categorias de plásticos, borrachas e de revestimentos podem ser atacados pelo ácido cianídrico.



Aplicações
O ácido cianídrico utiliza-se no fabrico de numerosos produtos:
- inseticidas
- acrilonitrilo e derivados acrílicos
- cianetos metálicos, ferrocianetos
- derivados de adição diversos, etc.

Vias de Penetração
- Inalação
- Ingestão
- Cutânea


             Em 1972, a Convenção de Armas Biológicas e Químicas proibiu a produção e estocagem de armas químicas e biológicas no mundo, mas, desde então, houve casos de desrespeito a essa lei, como durante a invasão do Afeganistão pela ex-URSS, na luta dos iraquianos contra os curdos e na Guerra do Golfo.


Modificado por: Daniel Silva

Fonte de pesquisa e matéria:

Bibliografia:
http://holocausto-doc.blogspot.com.br/2008/01/zyklon-b-toxidade-do-hcncido-ciandrico.html (http://www.eq.uc.pt/~mena3/cianidrico.html
Departamento de Engenharia QuímicaFCTUC: Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra - Portugal http://www.eq.uc.pt/)